quarta-feira, 16 de março de 2011

Justificativa

São gestos e olhares. É sutileza e é mistério. Um sorriso carregado de autenticidade. É pele e é forma. É cheiro e sensação. Uma sintonia, uma inspiração. É um devaneio, uma distração e uma impossibilidade. É a diferença e a discrição. São traços. É a cultura e o calor que exala. É a barba sombreando a face. A maturidade e a respiração. O que imagino e o que não sei. São lábios que se calam e incitam. É o magnetismo que atrai. A displicência calculada. As mãos esculpidas por um anjo. O desenho do sorriso que te dá esse brilho único. É o cinza, o preto e o desejo do branco. A aparente compatibilidade. É o que afasta e aquilo que aproxima inconscientemente. É o encanto, a magia e o feitiço. São os detalhes que eu preciso descobrir. É o fogo sob essa calmaria. É a sede de saber compartilhada. É essa tua originalidade máscula. É a segurança, e são teus cílios. É esse raciocínio que me leva a querer acompanhar teu pensamento. É tudo que temos de diferente e esse tipo de olhar tão harmonizado quando cruza com o meu. É o som do teu nome e como ele desliza na minha voz. E é também a tua voz, hipnose profunda. Sabe, é a seriedade, tão incomum e quase melancólica. É o jeito que tu vibra, a energia que tens. O poder, consciente e humano, latente. É a tua grafia com personalidade e estilo. É tudo aquilo que te faz tão HOMEM, e por isso tão sagradamente inalcançável.





Isso não é uma declaração de amor, mas um elogio.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

About Wonderland (?)

Não, essa Alice não vai mais passear pelo País das Maravilhas com o Chapeleiro Maluco. (hahaha, adorei isso xD)
Espero que a decisão seja acertada, e a superfície seja o melhor.


Aguardem as próximas viagens!
Temos aquele, menos conhecido, porém até mais interessante "Através do Espelho e o que Alice Encontrou Lá".
Enfim... o/

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A verdade nua e crua: Atitude (por Gabi Kirinus)

Hoje não vou escrever nada, pois tudo que poderia ser dito já foi dito nesse post do blog (excelente, diga-se de passagem) da Gabi Kirinus. Peço licença a ela para postar o link aqui, para compartilhar também com os queridos leitores do meu pouco movimentado blog! 

Parabéns, Gabi!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Encontrei o mar, encontrei a mim, e quem sabe ao que mais...

As coisas acontecem em nossas vidas de maneiras que nem sempre são passíveis de explicação ou de entendimento. Os fatos se precipitam uns por sobre os outros e a vida nos toma em seu redemoinho.
Clichês e mais clichês.
Mas, eu precisei sair do conhecido, da vidinha pacifica do interior, pra encontrar a mim.
Me encontrei na rebeldia do mar, nos movimentos das ondas, na inconstância tão sincera da natureza mais perfeita e hipnotizante. Quando meus pés tocaram a areia, e as ondas tocaram meus pés, a transformação que ocorreu em mim foi indizível e instantânea. Não sei se foi pra melhor, não sei se foi pra pior, nem sei o que foi levado pelas ondas. Mas é certo que elas me trouxeram segurança.
Segurança de quem sou, e de como vou, por que o "pra onde"... Deixo que o redemoinho da vida leve, e adoro isso.
Na praia, e pela estrada, deixei pra trás meu egoísmo, e me descobri capaz da renúncia. Aprendi a dominar meus sentimentos. Encerrei um ciclo num abraço, e tenho certeza que não poderia ter agido melhor. Evoluir um sentimento é uma sensação indescritível.

E o pós praia... Aí, o redemoinho me levou por caminhos inimaginados. Tenho desejos quase realizados, desejos de um futuro garantido. E depois, a surpresa me pegou pela mão, eu deixei que ela me levasse.
Estou seguindo estradas tão incrivelmente surreais que chegam a ser deliciosas de uma maneira perturbadora.
Me sinto Alice despencando num país que posso descobrir ser o das maravilhas, mas que irei desbravar e me deixar conduzir por ele com consciência. Esse constraste que torna inacreditável é o que dá o charme nessa espiral doida. E, como Alice talvez me veja em cenários inacreditáveis, num lugar (usando palavras que não me pertencem nessa descrição): "...com cogumelos do tamanho de assentos, o chão mudando de cor como luzes de boate, macieiras de banana e melancias nascendo como mandiocas embaixo da terra". Perdão pelo plágio, mas não pude não citar!
E o que essa Alice dirá da viagem? Ah, meus caros, não há como dizer. Mas se o contentamento de descobrir me for permitido... Prometo que compartilharei.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Dois séculos em duas horas.

Tão claro como o dia, mudanças não ocorrem do dia para a noite. Mas, quando estamos prontos para elas, basta um empurrãozinho. 
Diferentemente do último post, hoje tenho meus pensamentos ordenados e límpidos. 
E só tenho a agradecer, a quem em duas horas conclui com maestria dois séculos de preparação. 
Um conselho: jamais desvalorizem o poder de uma conversa, o poder da companhia de alguém que de certa forma faz parte de você e é espelho em que se mirar. Aprendi e progredi muito, e hoje pode-se ver claramente a diferença. 
Obrigada. Pela serenidade, pelo carinho e pela amizade. 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ao que te reconheço, não mais me conheço.

Bem, aqui estou eu escrevendo sobre o que eu gostaria de escrever de um jeito que eu não gosto de escrever. Quero ser clara e não posso, então me perdoem palavras veladas e subterfúgios.
Ando tão absurdamente diferente aqui dentro e tão estaticamente a mesma por fora que é irritante. O pior é não saber se essas mudanças acrescentam ou deixam pra trás partes importantes. 
Talvez a minha ingenuidade já não mais me pertença, mas quem sentiria falta se foi alvo de tão severas críticas? Eu, certamente não. A única coisa que está fazendo falta são as certezas (ah, sempre elas). Principalmente a certeza de me conhecer como mais ninguém. Tenho sido surpreendida com as minhas palavras, minhas atitudes e não sei se as aprovo. Vão de encontro a tudo que eu penso, ou pensava... 
Creio que eu precise mais do que nunca me afastar de passado, presente, futuro e tornar mais estreito meu laço comigo mesma. Mas é impossível me afastar do que se funde em mim, se enraiza na minha alma e vive, apesar de já não mais ter vida orgânica, no calor de um olhar. 
Céus, é isso que me perturba. Jamais um olhar serviu pra me tirar o ar e fazer com que eu me sentisse tão viva. E aquilo tudo ressurgiu em mim como eu acho que jamais vai ressurgir nele. Mas ao mesmo tempo um olhar me ilude, faz com que eu permita a mim mesma divagar sobre o que poderia significar... E se for apenas o que obviamente significou, então valeu, pelo menos as ilusões terão me feito feliz enquanto durarem. 
Talvez seja preciso que eu mude assim, reassuma algumas daquelas antigas características, incorpore outras e não me reconheça para que surja nos meus olhos aquela chama que te faça reconhecer. 

Termino esse texto, essa divagação, ao som de Mente Frágil - Tanghetto. E por coincidência, é assim que sinto minha mente. Essa música pode muito bem representar a esse post... Não busquem realizar paralelos inexistentes com o clip da música. Porque pode representar também essa reviravolta de princípios, esse não mais conhecer.  E, eis que surge mais uma face incompreensível dessa minha personalidade já irreconhecível. 






E é incrível como cada vez que leio isso tudo assume um significado diferente. É incrível como os representantes de passado-presente-futuro poderiam crer que escrevi para cada um deles. Mas, esclarecendo,  é sobre mim, inspirado em todos. Mas, querido representante do passado remotíssimo e do futuro inalcançável, tudo que mais me confunde e tudo que mais me realiza, vem de você e é para você. 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Convicções e Contradições

Cada convicção férrea, árdua, nos levará a uma contradição, cedo ou tarde. 
Nossos olhos não nos propiciam uma visão completa das coisas, nossa mente não permite que julguemos com total imparcialidade. Isso nos levará a mudar de opinião frequentemente. E sou adepta daquela velha máxima: Só não muda de opinião quem não a tem.  
Para ilustrar: escrevi na semana passada (com muita convicção, diga-se de passagem) uma nova postagem, sobre o que é considerado diversão pelos jovens de hoje. Nele, critiquei abertamente as festas com música alta, bebida, gente dançando como se o mundo fosse acabar. No sábado, numa janta de amigos muito especiais, fui obrigada a rever meus conceitos. Porque eu mesma estava num ambiente assim (retirando a bebida, que, continuo convicta nesse ponto, não é necessária para divertir-se) e confesso que me diverti muito. Apoio totalmente quem diz que jovens devem se divertir, mas continuo discordando daqueles que fazem disso a única razão para se viver. 
As certezas nos levam sempre a conclusões precipitadas. Prefiro partir do pressuposto que tudo é mutável e inconstante, inclusive eu mesma. Dessa forma, estarei garantindo a ponderação e o equilíbrio entre extremos. 
Não estou afirmando aqui que não me posiciono e fico em cima do muro, pelo contrário. Adoro ter opinião e adoro expor minha opinião. Mas é preciso moderação, pois esse instrumento contém um poder que mal conseguimos dimensionar. Como diz Alexandre Herculano, "Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender". 
Cair em contradição por uma convicção não é vergonhoso. A vergonha é não admitir a contradição e não flexionar a opinião por vaidade.