quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Fixação

Adoro esse teu lado moleque, tão escondido nesse ar de seriedade. O menino que sorri tão leve anuncia o paraíso terrestre em um abraço. A tua alma nua nessa meia lua que brinca em teu rosto.

Essa cor que é tão tua, essa tua cor que é tão minha. Esse olhar tão intenso que me estremece, perturba, entontece... Me perco no teu ritmo quando tu me espreitas por um segundo, ao longe.

Os fonemas do teu nome, a melodia da tua risada, o timbre da tua voz. Você, por completo. Me move como música e eu quero te dançar.

domingo, 25 de setembro de 2011

Senso Comum

Um domingo em família pode render muitas reflexões. Entre elas, a que gerou este post. 

Toda pessoa tem algum motivo para ter raiva da Justiça, ressentimentos contra a lei ou contra advogados. É natural. O problema aparece quando esse ressentimento é generalizado e transmitido como verdade absoluta. 
Do alto de seu senso comum, médicos, secretárias e aposentados resolvem ter uma discussão jurídica sobre Direitos Humanos. Não me entendam mal: cada um desses profissionais é excelente no que faz, mas com um conhecimento jurídico raso, inconsistente. Além de que é fácil identificar-se com a vítima. "Direitos Humanos para criminosos é proteção da lei ao bandido!". Sim, primas e tias queridas, é proteção ao criminoso. Que também é gente. Que também tem família. Que também poderia ser teu filho, tanto quanto a pessoa cujos direitos foram violados pelos atos dele.

Não se pode desejar que o Estado se equipare aos criminosos dando a eles tratamento tão errado quanto as atitudes destes. É uma incoerência total.

"Os juízes sentam-se mais altos que a gente numa audiência, dá a impressão que depois deles só Deus". Sim, os juízes sentam-se mais alto. Não, isso não é absolutamente necessário. Entretanto, tem uma explicação. A visão de um juiz deve ser distanciada e abrangente, para não haver influências ou identificação com as partes.

O julgamento da parte pelo todo. Criticar o Direito porque nem todos os seus operadores honram o diploma. Que a minha ignorância seja perdoada, mas isso é tão injusto quanto as falhas que vocês apontam a cada segundo.

Me perdoem por escrever. Mas o que pode falar uma simples estudante do tão odiado Direito, que opera com as Leis que vocês detestam, com apenas dezessete anos? Talvez quando a minha posição for aquela criticada, juíza ou promotora, vocês tenham por mim o respeito para que eu possa calma e educadamente mostrar o lado da lei que vocês desconhecem.

Ora, um operador de Direito enfrenta uma faculdade de cinco anos para começar a conhecer as leis e o sistema do Direito. O estudo é absolutamente ININTERRUPTO. E as pessoas comparecem a uma audiência, conhecem dois ou três juízes ou advogados e almejam saber tudo do Direito. No mínimo, é irracional. Pra não dizer coisa pior. 

O Direito não é, de forma alguma, perfeito. É o sistema com mais falhas que se tem conhecimento, que mais são sentidas na pele pelas pessoas. Mas, querida família, a César o que é de César. E conhecer antes de criticar é sempre válido. Portanto, deixem o Direito e as discussões jurídicas para quem do Direito e para o Direito vive.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pela Neblina


Teu sorriso vem encoberto
pela neblina
O meu desencanto já está envolto
pela neblina
O sentimento estremece quando tocado
pela neblina
E o quanto eu quero caminhar
pela neblina
Até deixar para trás
O que foi destruído
pela neblina.



Se ainda temos esperanças, 
só quando o sol voltar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Entenda... Se você quiser.

Vem a onda e muda tudo. 
Vem o vento e arrasta o velho.
E eu me pergunto até quando a rotina vai me esconder. 
Até quando eu vou esperar um olhar com cheiro de paixão que me diga o que quero sentir?
Compreenda, se puder. Foi o inesperado do teu olhar, o mistério que te faz. Não tenho realmente esperança, mas quando te vejo sorrir quero mergulhar. 
Quero acreditar que quando eu menos esperar vai ser de novo a tua voz me convidando pro novo. 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Something, for nobody

Tudo bem. Somos dois estranhos e o pouco que você achava que sabia sobre mim já se desfez. Já não mereço teu carinho e a esperança do aconchego de outrora beira a insensatez. Pelo tempo que habitei no âmago da tua alma e fiz da tua calma um inferno, soube quem eu era e para onde ia. As horas se arrastam e eu entorpeço as  palavras com o veneno do meu sentimento. Esse vazio transborda de cada sílaba e inunda com uma lágrima o olhar que já brilhou por mim. Nostalgia, meu bem. Não mais amor, eu sei. O vulto do que fomos cerra um véu intransponível entre as palavras gélidas que trocamos. Tudo que uso pra tentar me aproximar te afasta com a condenação no olhar. E eu desisto. Vou te deixar mesmo ir, porque... Me odiar talvez seja mais fácil que essa dor do não sentir.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Letargia

Frio. Vazio.
O teu riso me escarnece
O meu? Gris.
O toque da tua pele me estremece.
E o vento no meu rosto como única companhia.
Só quero ficar assim. Não me mover.
Até passar um mês.
Até tornar a você.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Queria ser uma personagem.

É, é isso. Eu queria ser uma personagem. Viver entre as páginas de um livro. Heroína ou vilã? Tanto faz. 
Sei que minhas características se encaixam melhor em um livro do que na realidade. 
Queria que você abrisse as páginas de um Tolkien ou Lewis, Shakespeare ou Alencar, e me encontrasse lá. A te esperar. A viver mil e uma aventuras. A viver. 
Aventura ou romance? Fantasia? Seria fantástico, seria magia. 
Queria me sentir abraçada quando me carregares nos braços de um lugar à outro. Enlaçar tuas mãos ao segurar entre elas minha história. 
Arwen ou Aurélia, Feiticeira Branca. Queria ser tua companhia, teu refúgio. 
Olhar nos teus olhos das páginas impressas, neles mergulhar e te contagiar. 
Despertar paixões, amores, ódios, desprezo. Emoções. 
Queria ter nascido para ser lida e interpretada, e não vista e julgada.