quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Vermelho irrestrito

A vida de apresenta rasa
e eu a desejo profunda.
Mergulhar em sentimento
E me abandonar

Pra te encontrar

O verde me envolve
E eu quero o vermelho
Da entrega total e
Do sentimento irrestrito.
O gosto forte do café
E o prazer de saborear a vida.

domingo, 13 de novembro de 2011

T(r)emor

O instante de uma respiração
A perturbação de um devaneio
Estremeço, suspiro.
A naturalidade me assusta
E eu temo mais a sensação
Que essa loucura me traz
Do que o desastre de sua realização.

Eu tenho medo de mim.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Fixação

Adoro esse teu lado moleque, tão escondido nesse ar de seriedade. O menino que sorri tão leve anuncia o paraíso terrestre em um abraço. A tua alma nua nessa meia lua que brinca em teu rosto.

Essa cor que é tão tua, essa tua cor que é tão minha. Esse olhar tão intenso que me estremece, perturba, entontece... Me perco no teu ritmo quando tu me espreitas por um segundo, ao longe.

Os fonemas do teu nome, a melodia da tua risada, o timbre da tua voz. Você, por completo. Me move como música e eu quero te dançar.

domingo, 25 de setembro de 2011

Senso Comum

Um domingo em família pode render muitas reflexões. Entre elas, a que gerou este post. 

Toda pessoa tem algum motivo para ter raiva da Justiça, ressentimentos contra a lei ou contra advogados. É natural. O problema aparece quando esse ressentimento é generalizado e transmitido como verdade absoluta. 
Do alto de seu senso comum, médicos, secretárias e aposentados resolvem ter uma discussão jurídica sobre Direitos Humanos. Não me entendam mal: cada um desses profissionais é excelente no que faz, mas com um conhecimento jurídico raso, inconsistente. Além de que é fácil identificar-se com a vítima. "Direitos Humanos para criminosos é proteção da lei ao bandido!". Sim, primas e tias queridas, é proteção ao criminoso. Que também é gente. Que também tem família. Que também poderia ser teu filho, tanto quanto a pessoa cujos direitos foram violados pelos atos dele.

Não se pode desejar que o Estado se equipare aos criminosos dando a eles tratamento tão errado quanto as atitudes destes. É uma incoerência total.

"Os juízes sentam-se mais altos que a gente numa audiência, dá a impressão que depois deles só Deus". Sim, os juízes sentam-se mais alto. Não, isso não é absolutamente necessário. Entretanto, tem uma explicação. A visão de um juiz deve ser distanciada e abrangente, para não haver influências ou identificação com as partes.

O julgamento da parte pelo todo. Criticar o Direito porque nem todos os seus operadores honram o diploma. Que a minha ignorância seja perdoada, mas isso é tão injusto quanto as falhas que vocês apontam a cada segundo.

Me perdoem por escrever. Mas o que pode falar uma simples estudante do tão odiado Direito, que opera com as Leis que vocês detestam, com apenas dezessete anos? Talvez quando a minha posição for aquela criticada, juíza ou promotora, vocês tenham por mim o respeito para que eu possa calma e educadamente mostrar o lado da lei que vocês desconhecem.

Ora, um operador de Direito enfrenta uma faculdade de cinco anos para começar a conhecer as leis e o sistema do Direito. O estudo é absolutamente ININTERRUPTO. E as pessoas comparecem a uma audiência, conhecem dois ou três juízes ou advogados e almejam saber tudo do Direito. No mínimo, é irracional. Pra não dizer coisa pior. 

O Direito não é, de forma alguma, perfeito. É o sistema com mais falhas que se tem conhecimento, que mais são sentidas na pele pelas pessoas. Mas, querida família, a César o que é de César. E conhecer antes de criticar é sempre válido. Portanto, deixem o Direito e as discussões jurídicas para quem do Direito e para o Direito vive.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pela Neblina


Teu sorriso vem encoberto
pela neblina
O meu desencanto já está envolto
pela neblina
O sentimento estremece quando tocado
pela neblina
E o quanto eu quero caminhar
pela neblina
Até deixar para trás
O que foi destruído
pela neblina.



Se ainda temos esperanças, 
só quando o sol voltar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Entenda... Se você quiser.

Vem a onda e muda tudo. 
Vem o vento e arrasta o velho.
E eu me pergunto até quando a rotina vai me esconder. 
Até quando eu vou esperar um olhar com cheiro de paixão que me diga o que quero sentir?
Compreenda, se puder. Foi o inesperado do teu olhar, o mistério que te faz. Não tenho realmente esperança, mas quando te vejo sorrir quero mergulhar. 
Quero acreditar que quando eu menos esperar vai ser de novo a tua voz me convidando pro novo. 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Something, for nobody

Tudo bem. Somos dois estranhos e o pouco que você achava que sabia sobre mim já se desfez. Já não mereço teu carinho e a esperança do aconchego de outrora beira a insensatez. Pelo tempo que habitei no âmago da tua alma e fiz da tua calma um inferno, soube quem eu era e para onde ia. As horas se arrastam e eu entorpeço as  palavras com o veneno do meu sentimento. Esse vazio transborda de cada sílaba e inunda com uma lágrima o olhar que já brilhou por mim. Nostalgia, meu bem. Não mais amor, eu sei. O vulto do que fomos cerra um véu intransponível entre as palavras gélidas que trocamos. Tudo que uso pra tentar me aproximar te afasta com a condenação no olhar. E eu desisto. Vou te deixar mesmo ir, porque... Me odiar talvez seja mais fácil que essa dor do não sentir.