Ainda respiro.
Entre cinzas e escombros
do que fomos um dia,
ainda respiro.
Inalo as memórias
da felicidade
que asfixiam como fumaça
do amor que ardeu em chamas
e se consumiu na indiferença.
Ainda respiro
porque ainda não lembro de esquecer.
Não sufoco às escondidas
porque me permito arder a céu aberto.
Ainda respiro.
Ainda inspiro saudade.
Ainda expiro poesia.
Ainda...
Transpiro você.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
domingo, 18 de dezembro de 2011
Amores artísticos
Quero amores que me façam respirar e transpirar arte. Quero amores que se retratem em pinturas, sintam em uma fotografia e se eternizem em uma poesia. Amores que me levem para passear sem sair do lugar, e que, ao caminharem ao meu lado, estejam presentes na mesma vibração.
Quero amores com nuances de desespero e com todos os tons de plenitude. Daqueles que não se esquecem e a alegria de tê-los vivido supera a tristeza do fim. Quero que cheguem calmos como a brisa e me transformem como um vendaval. Não quero amores que terminem amargos... Quero deixar um sorriso no teu rosto quando lembrares de mim e o gosto doce dos momentos incomparáveis.
Não espero que eu seja a primeira e a última, mas a única com quem você anseia estar naquele momento. Quero momentos, daqueles que valem toda uma vida. Quero a sensação de viajar o mundo quando segurar tua mão. Quero a sensação de viajar por todos os mundos em quinze minutos de conversa.
Quero amores de vertigem. Intensos do começo ao fim. Que sejam amores de uma estação, então. De uma primavera em Paris ou de um inverno em Amsterdã. Amores quentes como o verão tropical e reflexivos como o outono em Londres.
Quero amores alimentados de letras e café, música e pinturas. Quero ver imagens dignas de um Van Gogh, mas que eu não compartilharei com ninguém.
Quero amores de encanto de encanto e de deslumbramento. Inacreditáveis como um feitio e concretos como a madeira das árvores. Quero amores fluídos.
Quero o encanto das diferenças e a delícia de discordar. Quero a força de uma discussão encerrada num beijo. Quero a discussão que não repele, que cria.
Quero amores plurais. Amores muitos, amores múltiplos. Que sejam platônicos, não importa. Que podem ser concentrados num único olhar e num único abraço. Quero um, que seja muitos.
Quero amores com nuances de desespero e com todos os tons de plenitude. Daqueles que não se esquecem e a alegria de tê-los vivido supera a tristeza do fim. Quero que cheguem calmos como a brisa e me transformem como um vendaval. Não quero amores que terminem amargos... Quero deixar um sorriso no teu rosto quando lembrares de mim e o gosto doce dos momentos incomparáveis.
Não espero que eu seja a primeira e a última, mas a única com quem você anseia estar naquele momento. Quero momentos, daqueles que valem toda uma vida. Quero a sensação de viajar o mundo quando segurar tua mão. Quero a sensação de viajar por todos os mundos em quinze minutos de conversa.
Quero amores de vertigem. Intensos do começo ao fim. Que sejam amores de uma estação, então. De uma primavera em Paris ou de um inverno em Amsterdã. Amores quentes como o verão tropical e reflexivos como o outono em Londres.
Quero amores alimentados de letras e café, música e pinturas. Quero ver imagens dignas de um Van Gogh, mas que eu não compartilharei com ninguém.
Quero amores de encanto de encanto e de deslumbramento. Inacreditáveis como um feitio e concretos como a madeira das árvores. Quero amores fluídos.
Quero o encanto das diferenças e a delícia de discordar. Quero a força de uma discussão encerrada num beijo. Quero a discussão que não repele, que cria.
Quero amores plurais. Amores muitos, amores múltiplos. Que sejam platônicos, não importa. Que podem ser concentrados num único olhar e num único abraço. Quero um, que seja muitos.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Vermelho irrestrito
e eu a desejo profunda.
Mergulhar em sentimento
E me abandonar
Pra te encontrar
O verde me envolve
E eu quero o vermelhoDa entrega total e
Do sentimento irrestrito.
O gosto forte do café
E o prazer de saborear a vida.
domingo, 13 de novembro de 2011
T(r)emor
O instante de uma respiração
A perturbação de um devaneio
Estremeço, suspiro.
A naturalidade me assusta
E eu temo mais a sensação
Que essa loucura me traz
Do que o desastre de sua realização.
Eu tenho medo de mim.
A perturbação de um devaneio
Estremeço, suspiro.
A naturalidade me assusta
E eu temo mais a sensação
Que essa loucura me traz
Do que o desastre de sua realização.
Eu tenho medo de mim.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Fixação
Adoro esse teu lado moleque, tão escondido nesse ar de seriedade. O menino que sorri tão leve anuncia o paraíso terrestre em um abraço. A tua alma nua nessa meia lua que brinca em teu rosto.
Essa cor que é tão tua, essa tua cor que é tão minha. Esse olhar tão intenso que me estremece, perturba, entontece... Me perco no teu ritmo quando tu me espreitas por um segundo, ao longe.
Os fonemas do teu nome, a melodia da tua risada, o timbre da tua voz. Você, por completo. Me move como música e eu quero te dançar.
Essa cor que é tão tua, essa tua cor que é tão minha. Esse olhar tão intenso que me estremece, perturba, entontece... Me perco no teu ritmo quando tu me espreitas por um segundo, ao longe.
Os fonemas do teu nome, a melodia da tua risada, o timbre da tua voz. Você, por completo. Me move como música e eu quero te dançar.
domingo, 25 de setembro de 2011
Senso Comum
Um domingo em família pode render muitas reflexões. Entre elas, a que gerou este post.
Toda pessoa tem algum motivo para ter raiva da Justiça, ressentimentos contra a lei ou contra advogados. É natural. O problema aparece quando esse ressentimento é generalizado e transmitido como verdade absoluta.
Do alto de seu senso comum, médicos, secretárias e aposentados resolvem ter uma discussão jurídica sobre Direitos Humanos. Não me entendam mal: cada um desses profissionais é excelente no que faz, mas com um conhecimento jurídico raso, inconsistente. Além de que é fácil identificar-se com a vítima. "Direitos Humanos para criminosos é proteção da lei ao bandido!". Sim, primas e tias queridas, é proteção ao criminoso. Que também é gente. Que também tem família. Que também poderia ser teu filho, tanto quanto a pessoa cujos direitos foram violados pelos atos dele.
Não se pode desejar que o Estado se equipare aos criminosos dando a eles tratamento tão errado quanto as atitudes destes. É uma incoerência total.
"Os juízes sentam-se mais altos que a gente numa audiência, dá a impressão que depois deles só Deus". Sim, os juízes sentam-se mais alto. Não, isso não é absolutamente necessário. Entretanto, tem uma explicação. A visão de um juiz deve ser distanciada e abrangente, para não haver influências ou identificação com as partes.
O julgamento da parte pelo todo. Criticar o Direito porque nem todos os seus operadores honram o diploma. Que a minha ignorância seja perdoada, mas isso é tão injusto quanto as falhas que vocês apontam a cada segundo.
Me perdoem por escrever. Mas o que pode falar uma simples estudante do tão odiado Direito, que opera com as Leis que vocês detestam, com apenas dezessete anos? Talvez quando a minha posição for aquela criticada, juíza ou promotora, vocês tenham por mim o respeito para que eu possa calma e educadamente mostrar o lado da lei que vocês desconhecem.
Ora, um operador de Direito enfrenta uma faculdade de cinco anos para começar a conhecer as leis e o sistema do Direito. O estudo é absolutamente ININTERRUPTO. E as pessoas comparecem a uma audiência, conhecem dois ou três juízes ou advogados e almejam saber tudo do Direito. No mínimo, é irracional. Pra não dizer coisa pior.
O Direito não é, de forma alguma, perfeito. É o sistema com mais falhas que se tem conhecimento, que mais são sentidas na pele pelas pessoas. Mas, querida família, a César o que é de César. E conhecer antes de criticar é sempre válido. Portanto, deixem o Direito e as discussões jurídicas para quem do Direito e para o Direito vive.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Pela Neblina
Teu sorriso vem encoberto
pela neblina
O meu desencanto já está envolto
pela neblina
O sentimento estremece quando tocado
pela neblina
E o quanto eu quero caminhar
pela neblina
Até deixar para trás
O que foi destruído
pela neblina.
pela neblina
O meu desencanto já está envolto
pela neblina
O sentimento estremece quando tocado
pela neblina
E o quanto eu quero caminhar
pela neblina
Até deixar para trás
O que foi destruído
pela neblina.
Se ainda temos esperanças,
só quando o sol voltar.
Assinar:
Comentários (Atom)

