quarta-feira, 23 de outubro de 2013

de espuma e trovão





fecho a porta e
apago a luz e
deixo os pensamentos ascenderem e
cada trovão é chuva que cai no meu chuveiro

água que corre
aqui dentro e lá fora
poesia que insiste
do meu corpo pra fora
do teu corpo pra dentro
do meu

água que corre
pensamentos que percorrem
são os raios que molham minha pele
são meus dentes que mordem
de ciúmes minha alma 

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